Caracterização e habitat do felino.
INTRODUÇÃO
Até à segunda metade do século XX, considerávamos viver num planeta praticamente sem limites, onde as consequências das atividades humanas ficavam localmente compartimentadas. No entanto, essas fronteiras, consideradas imutáveis, começaram-se a enfraquecer durante as últimas décadas e muitos problemas adquiriram um carácter global. A sociedade contemporânea confronta-se com uma situação de limite, na qual o crescimento da população, o sobre consumo, as alterações das condições climatéricas, a degradação ambiental e as novas desigualdades sociais são agravados pelo facto de vivermos num planeta limitado em termos de recursos e de espaço. Neste contexto, torna-se imprescindível uma alteração na percepção dos valores e das atitudes face ao ambiente de modo a estimular nos cidadãos uma consciencialização profunda e duradoura destes problemas, reequacionando-os numa perspectiva de Sustentabilidade. A forma como se percepciona o ambiente, os seus problemas e até mesmo o papel da espécie humana no mundo natural, pode estar relacionada com a visão que se tem de Ciência. Salienta-se que ao longo dos anos, o entendimento da natureza da Ciência sofreu algumas alterações e atualmente, entende-se a Ciência como parte inseparável da cultura humana, influenciando-a ao mesmo tempo que é influenciada por ela. É no campo da Nova Filosofia da Ciência que se insere esta visão de Ciência. Tal como a Epistemologia, a Didática das Ciências é também, parte integrante da Educação em Ciência e do seu quadro destaca-se uma perspectiva de aprendizagem que defende a construção ativa do conhecimento pelo sujeito ao longo de um processo social e culturalmente mediado. Conjuntamente defende-se uma perspectiva de ensino marcada por uma visão de Ciência de sentido externalista que recorre aos saberes do dia-a-dia dos alunos para ponto de partida
de todo o processo de aprendizagem e ao longo do qual, cabe ao professor o papel de mediador, proporcionando aos alunos as situações adequadas ao desenvolvimento de competências, bem como à construção de conhecimentos, valores e atitudes. Neste sentido, a escola pode funcionar também, como motor de mobilização da sociedade através dos alunos, das suas famílias e da restante comunidade educativa. Ajudando desta forma, à mudança de valores e à adopção Educação Ambiental: a Ecologia e as atitudes para a Sustentabilidade de comportamentos mais responsáveis tomando consciência das consequências para o ambiente das atitudes assumidas. Desde a década de 70 e ainda mais cedo, nos últimos anos da década de 60 que a nível mundial se tentam promover estratégias educativas dirigidas à
conservação e proteção do ambiente. Ao longo dos anos a educação ambiental foi ampliando os seus horizontes, apresentando-se atualmente como a melhor alternativa para a formação de uma sociedade baseada no conhecimento, respeitadora dos direitos humanos e ambientais e detentora de cultura, de cidadania e de participação cívica ativa. Os educadores, qualquer que seja o seu campo específico de trabalho, devem contribuir para tornar possível a participação cívica de todos os cidadãos na procura de soluções, ou seja, é necessário ajudar as crianças e os jovens a usarem os conhecimentos científicos de forma a compreenderem os assuntos que são debatidos na sociedade e a tomarem decisões adequadas, ajudando-os a adoptarem atitudes e valores relacionados com a consciencialização pessoal e social, visando uma educação para a cidadania. Ler mais em http://www.fc.up.pt/fcup/contactos/teses/t_050370130.pdf
Possuindo Portugal desde sempre uma tradição de contactos entre povos de várias etnias, embora prevalentemente fora do espaço europeu, o modo como a sociedade portuguesa avaliará a existência de comunidades de diferentes proveniências no seu seio apresenta peculiaridades comparativamente a outros países do continente.
A existência de comunidades africanas e asiáticas na sociedade portuguesa é determinada, em parte, pelo regresso maciço de naturais dos novos países de língua oficial portuguesa e, sobretudo, pelos contínuos fluxos de mão-de-obra oriundos daqueles espaços para Portugal verificados durante a décadade 80 .
Sucedendo porventura algo semelhante àquilo que ocorrera com as formasde partida dos migrantes portugueses para França desde a década de 60, assim
a comunidade africana em Portugal dos anos 80 e 90 procurará este destino por
via da existência de redes de interação e da notória vantagem que constitui
a partilha de um veículo linguístico comum. Colocando, de modo omnipresente, em função do contacto entre sociedades diferentes, a questão do afinamento de formas mútuas de relacionamento, será pertinente observar os tipos de convivência que os indivíduos e os grupos entretecem. As expectativas que se constroem, os valores que se perfilam, a grande comunicação que se estabelece ou a rejeição que pode vir a manifestar-se são indicadores, em cada momento, do «estado»das relações interétnicas.
Ler mais em:http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1223292775S5wUL0ix4Wv26XQ7.pdf